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Caetano Pauferro Training System |
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Objetivo da seção: |
Abordar de forma resumida e clara, temas voltados a natação, ciclismo, corrida e triathlon. Utilizando linguagem informal, mas com embasamento científico, trazendo informações ao atleta amador. | |
Artigo nº 3: Início de Temporada no Ciclismo e no Ciclismo para Triathlon
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Período de Base.
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Um
ciclista de estrada profissional pode chegar a pedalar de 1050 a 1400 KM por
semana durante o período de Base, seja aqui no Brasil ou com sua equipe na
Europa, Austrália ou USA onde estão as melhores equipes do mundo. No caso do
triatleta profissional, penso e acredito - baseado em experiência própria e
conhecimento de amigos e colegas profissionais - que existe um “ideal”, na
medida em que é um volume que se repete na preparação destes e que ao mesmo
tempo a variação é maior em relação aos ciclistas de estrada, pois cada um tem
sua preparação pessoal (seja por conta própria ou planejada por um treinador).
Desta forma, um triatleta profissional deveria atingir um ápice de volume no
período de base em torno de 400 a 600 KM (guardando os devidos ajustes em
função da prova em que se especializaram); entretanto, como foi dito, existe o
“Gap” para mais e para menos: alguns fazem a base com 250 a 300 KM semanais e
outros com mais de 700 KM, chegando atingir até 1000 KM (“limite” inferior aos
dos ciclistas de estrada), tendo em vista que alguns treinam com ciclistas de
estrada no período de base.
Diferenças e Similaridades: Ciclismo de
Estrada x Ciclismo de Triathlon:
Sendo
assim, vamos abordar as diferenças e similaridades de alguns aspectos.
O
primeiro deles é o volume. Já foi mencionado no parágrafo inicial as
quantidades feitas na visão do mesociclo (período de base em si – 2 meses em
geral). Todavia, como é feito ao nível do microciclo (sessão diária/semana de
treinos)?
Levando
em consideração o tipo do triatleta (pró, elite-amador ou amador) ele faz de
400 a 600 KM por semana como mencionado. Respectivamente: 3 a 4, 4 a 5 e 5 a 6,
de acordo com o tipo de triatleta em relação ao número de sessões. A
estruturação se dá basicamente em 1 treino de ritmo (intervalado de média
intensidade) para o amador; e 2 para elite-amador e prós; 1 treino de endurance
para amador e 2 para elite-amador e pró (sendo que 1 destes é um volume um
pouco menor que o outro); além disso ainda é possível “encaixar” um treino
regenerativo/volume pequeno (menos de 40 KM) e um treino de força (seja de
montanha ou Big Gear) para elite-amadores e prós; basicamente a diferença entre
elite-amadores e prós com relação a quantidade de sessões é o volume maior que
o pró realiza e conseqüente desempenho superior em virtude de um tempo maior
para descansar e obviamente pela genética (VO2, adaptações periféricas
melhores, etc.).
No
quesito intensidade: para atletas amadores que são mais adaptados (ou seja, não
são iniciantes e mantém a realização dos seus treinos em dia) é possível quando
necessário, trabalhar com o recurso da Big Gear e de montanha nos trabalhos de
força; é possível também trabalhar com 1 sessão de VO2 a/c 2 semanas e/ou
introduzi-la no treino de endurance (longa da estrada). No mais, sou a favor de
treinos em grupos para treinos intervalados com bicicletas de ciclismo
(principalmente para amadores que possuem menos perícia com a bike) e treinos
individuais com bicicleta de contra-relógio para as outras duas classes de
triatletas.
E no
caso dos ciclistas ? Tudo o que foi dito é aplicável à eles, porém a qualidade
é ainda maior, pois estes trabalham com um volume maior, têm uma exigência
única e específica sobre o ciclismo (não precisam nadar nem correr) e enquanto
os triatletas fazem 8 a 12 provas por ano de triathlon, os ciclistas
(profissionais) fazem as vezes 2 ou 3 grandes provas por ano (Tour de France,
Vuelta a Espanha e Giro de Itália) – além de algumas pequenas e médias voltas
de ciclismo, principalmente no caso de ciclistas que ainda buscam afirmação
como profissionais.
Outra
particularidade deles é que trabalham com “dobradinha”, ou seja, de manhã
trabalham com intervalado de alta intensidade e a tarde um recovery training;
pela manhã trabalham com endurance de média duração e a tarde com trabalho de
força; o importante é as valências serem sempre diferentes.
No
quesito periodização a ressalva importante é que profissionais iniciam a
temporada mais cedo, pois em fevereiro e as vezes em janeiro quando a maioria
dos amadores ainda vão começar o período de base à que me refiro, os prós já
devem estar com um nível mínimo de preparação; sejam eles triatletas ou
ciclistas, existem algumas provas que são realizadas no início do ano (Tour da
Califórnia, Down and Under, 70.3 Púcon –Chile, Fast Triathlon, Pan Cup Vina Del
Mar, Internacional de Santos, etc.).
Um
triatleta ou ciclista pró que se preze, e neste caso, ele é disseminador de
comportamento, deveria ter no mínimo 2 e podendo chegar a 4 ou 5 bikes. São
elas: a de ciclismo – Road bike, a de contra-relógio – Time-Trial bike, a
indoor – spinning, a mountain bike e o popular “camelinho” para deslocamentos
entre os locais de treino e casa e/ou trabalho.
Trabalhos
paralelos são fundamentais - musculação é o número 1 deles. Só para resumir a
idéia de trabalho de força através da musculação, pois não é o foco deste
artigo: uma série simples e bem montada com 7 a 10 exercícios com abdominais,
3x/semana na base e 2x no restante da semana são o suficiente para a prevenção
de lesões e aumento da performance.
Trabalho
de flexibilidade/alongamento também são importantes no combate ao encurtamento
muscular que pode causar lesões. Terapias alternativas como massagem, yoga,
tratamento para o corpo e mente em um Spa, também são válidos.
Tudo
depende do quanto você – atleta amador quer investir; mas não se esqueça: o
triathlon e o ciclismo são simples, não complique, são desportos viciantes e
apaixonantes, não requerem vaidades em excesso.
Vamos
pedalar ? Venha para o triathlon !!! Experimente a CPTS !!!
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